“Desrespeitando os fracos,
enganando os incautos, ofendendo a vida,
explorando os outros,
discriminando o índio, o negro, a mulher,
não estarei ajudando meus filhos a ser sérios,
justos e amorosos da vida e dos outros.”
Pedagogia da Indignação, Paulo Freire
Nesta obra Martinho Condini faz uma analogia entre a trajetória percorrida por Paulo Freire e Dom Helder Câmara, durante o período de ditadura militar no Brasil.
Segundo o autor, “o caminho de ambos foi um corajoso contrafluxo à marcha convencional e hegemônica da política, da religião e da educação no país. Mas isso não deveria ter sido de se estranhar, pois, rigorosamente falando, nenhum deles inovou a política, a religião ou a educação em seus principais fundamentos discursivos originários: a política, porque ela é, originariamente, a promessa e a construção da democracia; a religião, porque ela apresenta-se historicamente como revolucionária na origem – uma recusa ao mundo do modo como ele se encontra disposto, e como um anúncio de redenção; a educação, porque ela sempre foi um processo de socialização e, ao mesmo tempo, de inovação”.
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