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Pesquisa: intervenção junto a professores de educação infantil

Não é no silêncio que os homens se fazem,
mas na palavra, no trabalho,
na ação-reflexão.

Paulo Freire

Uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), localizada na Zona Sul de São Paulo, teve seis de seus professores imersos em uma pesquisa- intervenção. O objetivo da ação foi atribuir novos significados e sentidos à formação continuada de educadores que atuam junto às crianças de 4 e 5 anos. Utilizou-se, para tal, o método da práxis freiriana, caracterizada pela ação-reflexão-ação.

Na visão de Paulo Freire, pensar a prática esclarece alguns aspectos da realidade enquanto revela outros que, da mesma maneira, precisavam ser esclarecidos. Partindo desse pressuposto, Angélica de Almeida Merli, que atua como coordenadora pedagógica na escola em que foi realizada a pesquisa, utilizou estratégias para que a própria prática se transformasse em objeto de reflexão individual e coletiva, de forma a redirecionar as ações educativas.

Angélica conta que a ideia da pesquisa surgiu durante seu ingresso no mestrado em Gestão e Práticas Educacionais, na Universidade Nove de Julho (Uninove). Para ela, a inquietação principal da ação é refletir como se dá a formação continuada em serviço de professoras da rede municipal de São Paulo e quais são as contribuições desse processo formativo na prática de docentes da Educação Infantil. Nessa perspectiva, foram elaboradas etapas que favoreceram o processo de ação-reflexão-ação, preconizado por Freire.

As estratégias desenvolvidas para o desvelamento, o questionamento e a reflexão sobre a prática foram: diálogo com as professoras sobre o planejamento das atividades com as crianças; observação da realização das atividades propostas; diálogo com cada uma das duplas de professoras das salas observadas (devolutiva) e socialização com as demais professoras durante os momentos de formação do grupo de JEIF (Jornada Especial de Formação Integral), dos registros e das reflexões sistematizados após a devolutiva com as duplas.

Em todas as etapas, os procedimentos utilizados foram: registro escrito em diário de campo; registro das observações feitas pela pesquisadora/coordenadora; registro audiogravado e transcrição do material e elaboração de sínteses dos diálogos realizados nos momentos das devolutivas com as duplas.

Angélica, enquanto pesquisadora-coordenadora, registrava as atividades que observava – com fotos e considerações/questionamentos a serem compartilhados com as professoras. A partir da socialização dos registros eram feitas sínteses, posteriormente compartilhadas com um grupo maior de professoras possibilitando novas reflexões. Estas reflexões contribuíram com a prática junto às crianças e com o crescimento profissional das professoras e da coordenadora pedagógica.

Para entrar em contato com Angélica Almeida: angel.almeida@uninove.edu.br

FOTO1-PESQUISA

Grupo de funcionários do EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil)

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