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Comitê Estadual de Direitos Humanos recebe Margarida Genevois em sua campanha “Promova Consciência com educação popular em direitos humanos”

“Seria uma atitude ingênua esperar que
as classes dominantes desenvolvessem
uma forma de educação que permitissem as classes
dominadas perceberem as injustiças
sociais de forma crítica”

Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire

Margarida Genevois, socióloga e referência na defesa dos direitos humanos no Brasil, esteve no Instituto Paulo Freire dia 15 de dezembro de 2014, convidada pelo Comitê Estadual de Direitos Humanos, no contexto da campanha “Promova consciência com educação popular em direitos humanos”.

Margarida, que lutou contra as violações do regime militar durante mais de duas décadas, trouxe aos participantes do Círculo de Cultura esta experiência, além da reflexão sobre como nos educar e educar ao outro constantemente em direitos humanos.

“Acho que houve muitos heróis, que hoje em dia nem são conhecidos, que salvaram muitas vidas.”, disse Genevois sobre a Ditadura instalada no Brasil em 1964. A debatedora contou que recebia diversas pessoas perseguidas pelo regime, recém saídas da prisão, que precisavam de atendimento de saúde. Na época, era comum médicos se recusarem a dar atendimento a perseguidos políticos por medo de tornarem-se procurados pelo governo ou mesmo perder a licença médica.

A socióloga afirmou, ainda, que “sem um respeito pelos direitos humanos, não pode haver uma sociedade equilibrada. Hoje estamos em uma sociedade muito dividida, uma parte muito rica e uma grande parte passando fome.”

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Moacir Gadotti, Margarida Genevois e Francisca Pini durante o Círculo de Cultura, no IPF.

No local também estava presente Moacir Gadotti, presidente de honra do Instituto Paulo Freire. O professor trouxe ao debate as recém publicadas recomendações do relatório da Comissão da Verdade. Leu alguns principais pontos do relatório, principalmente os que responsabilizavam as forças armadas pelas violações de direitos humanos escondidos durante o período. Gadotti relacionou a violência, o autoritarismo e a imposição da disciplina cultivados na Ditadura Cívico-Militar com o que vivemos na atualidade. Enfatizou que estes três pontos estão extremamento arraigados na cultura brasileira e afirmou que torturas ainda acontecem hoje em dia.

Para finalizar, tanto Genevois quanto Gadotti falaram a respeito da importância da educação popular em direitos humanos. Ambos frisaram que é possível educar progressivamente em direitos humanos, com a postura do dia a dia e com as atitudes.

Para realizar o download dos três volumes do documento mencionado acima, acesse: http://www.cnv.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=571

Para entrar em contato com o Comitê Estatual de Direitos Humanos: promovaconscienciaedh@gmail.com

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