Mesa de convergência da Educação: “Educação Popular e Direitos Humanos”
O IPF Brasil tem participado ativamente de todo o processo do Fórum Social Mundial e do Fórum Mundial de Educação, desde a idealização de ambos. Como integrante dos Conselhos Internacionais do FSM e do FME, teve uma atuação intensa no momento de “balanço” dos 15 anos de existência do FSM realizado em Porto Alegre, de 19 a 23 de janeiro deste ano.
O Presidente de Honra do IPF Brasil, professor Moacir Gadotti, convidado para participar do Seminário “Atuação e desafios para a construção de outra Educação para outro modelo civilizatório”, promovido pelo Fórum Mundial de Educação, refletiu sobre a importância dos Fóruns na conjuntura planetária atual. Segundo ele, “os fóruns desbancaram a descrença, o fatalismo neoliberal e o pensamento único; despertaram a crença de que era possível mudar o mundo e introduziram uma nova cultura política de escuta antes da disputa, priorizando a política sobre a polêmica. Eles estão nos ensinando a educar para um outro mundo possível ou melhor, para outros mundos possíveis – justos, produtivos e sustentáveis – já que diante da enorme diversidade humana – uma grande riqueza – não pode existir apenas um modo dos seres humanos produzirem e reproduzirem a sua existência”.
Diferentes atividades do Seminário “Atuação e desafios para a construção de outra Educação para outro modelo civilizatório”
Buscando identificar que o que é “educar para outros mundos possíveis”, respondeu: “É educar para visibilizar o que foi escondido para oprimir. A luta feminista, o movimento LGBT, o movimento ecológico, pelos direitos humanos, o movimento dos sem terra e outros, tornaram visível o que estava invisibilizado por séculos de opressão. Educar para outros mundos possíveis é educar para a qualidade humana para “além do capital”, como nos disse István Mészáros na abertura da quarta edição do Fórum Mundial de Educação, em Porto Alegre, em janeiro de 2005. A globalização capitalista roubou das pessoas o tempo para o bem viver e o espaço da vida interior, roubou a capacidade de produzir dignamente as nossas vidas. Cada vez mais gente é reduzida a máquinas de produção e de reprodução do capital. A educação neoliberal transferiu para a relação professor-aluno a lógica de rentabilidade e eficiência do mercado. É preciso substituir relações mercantis por novas relações humanas”.
Nesta perspectiva, o fortalecimento do processo do Fórum Mundial de Educação é uma urgência. Para saber mais sobre a atuação do FME no FST de janeiro de 2016 acesse: http://almanaquefme.org/almanaque_84.html
Para acompanhar ações do Fórum Mundial de Educação visite: www.almanaquefme.org
O Conselho Internacional do FME está em fase de reestruturação e expansão. Para acessar a Declaração de Interesse em integrar o Conselho Internacional do Fórum Mundial de Educação: http://almanaquefme.org/?p=4743
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